Ação conjunta entre Polícia Civil do MS e do PE deflagra mais uma fase da Operação Áquila

Grupos atuavam em PE, AC, RO, PA, MS, SP e TO. Segundo a Polícia Civil, também foram cumpridos, nesta quinta-feira (14), 26 mandados de busca e apreensão

Da Redação


Nesta quinta-feira (14), a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, em conjunto com a Polícia Civil do Pernambuco realizou, busca e apreensão no bairro Aeroporto, na cidade de Corumbá. Esta é mais uma fase da “Operação Áquila”, que tem por objetivo combater organização criminosa voltada para o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, roubo de cargas e extorsão mediante sequestro.

Na ocasião também foi cumprido mandado de prisão temporária em desfavor de uma mulher, de 65 anos, investigada por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ela foi conduzida por uma equipe do SIG (Setor de Investigações Gerais) à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá.

Os mandados foram expedidos pela 12ª Vara Criminal da Comarca do Recife (PE). Ao todo, participaram da “Operação Áquila” 140 policiais civis em Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife e no interior, e nos estados do Acre, de Rondônia, do Pará, do Mato Grosso do Sul, de São Paulo e do Tocantins. As investigações tiveram início no dia 13 de maio de 2020.

Em Pernambuco, foram investigadas duas quadrilhas que atuavam com a função de intermediários, fazendo a ligação entre integrantes de facções criminosas e empresas com sede em outros estados brasileiros para a prática do tráfico de drogas e da lavagem de dinheiro.

Segundo a polícia, esses grupos criminosos enviavam dinheiro para contas na Região Norte, mais precisamente na fronteira brasileira, no estado do Acre, com a Bolívia. Essas quadrilhas, comandadas por dois homens que residem em Pernambuco, atuavam em outros estados através da esposa e da cunhada de um deles.

Essas duas mulheres realizavam transações bancárias com a quadrilha localizada no município de Brasileia, no Acre, para obter drogas como maconha e cocaína. Esses entorpecentes eram adquiridos por meio de empresas sediadas em Porto Velho, Corumbá e Humaitá (AM).

Além disso, havia lavagem de dinheiro através da compra de imóveis, cavalos, suínos e bovinos. As transações financeiras feitas por essas quadrilhas eram realizadas através de contas bancárias de parentes dos criminosos e de “laranjas”, termo utilizado para se referir a alguém que "empresta" o nome para ocultar a origem ou o destinatário de dinheiro ilícito.

Durante as investigações, a polícia descobriu que uma empresa sediada em Palmas, investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, recebeu depósitos de dinheiro enviado por criminosos envolvidos com o tráfico de drogas em Pernambuco, na Paraíba e em outros estados.

Conforme a polícia, foram várias apreensões com o intuito de descapitalizar a facção criminosa com núcleos localizados em várias partes do país que movimentou, em dois anos, R$ 65 milhões com o tráfico de drogas.

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